25 de abr. de 2012
25 de nov. de 2011
Poema de edredon.
10 de nov. de 2011
Poema desentalado.
28 de out. de 2011
Barone.
foi no banho, onde mais teria sido? pensando em barone, no tanto que tu és, foste, quem sabe ainda seja, tanto tempo distantes, pensando em escrever de verdade, isso de fluxo de consciência que a academia certamente abomina, mas tanto que eu abomino a academia, ora, onde já se viu, mas tanto faz.
acontece que depois de muito pensei em vinícius procurando respostas, talvez.de quando?, ora, um som dos paralamas que eu conheci antes de tanto, corria hum mil novecentos e noventa e oito, acontecia o nove luas, um som que dizia que da cama pro banho, do banho pra sala, o sono persiste etcetera e tal até que então fosse dito que era tudo igual igual igual igual igual.
foi aí ou no cassete do legião urbana, vinte e nove vezes, por que vinte e nove, só por hoje eu saberia. acontece.
mas sempre mais perguntas que respostas, um dia um caminhão e eu pensando que se fosse, seria interessante, o caminhão na minha direção, eu no meio da rua, não foi por medo que eu parei: foi por tesão.
e eu querendo saber de vinícius, de onde a calma. o meu quarto, barone viu, o meu quarto-museu que foi pintado enquanto eu tentava uma vida-teatro em porto alegre, eu já não era mais criança, mas ainda era somente o mesmo, um tanto-faz disfarçado de gente, uma vez fui ator, noutras fui poeta. o tanto-faz veste sempre a roupa da vez.
e a calma. eu pensava: há que ser forte. por quê? forte pra quem? há que ser forte para aguentar a vida, o peso, a tensão, as mulheres que fazem as malas e repetem uma cena de nichols em que se diz eu não te amo mais, como se a cena em si recompensasse a perda, como se a vida fosse cinema: vinícius foi sempre real demais!
e a ânsia das perguntas nunca feitas: não dói, vinícius, ser sóbrio? não dói amar somente uma mulher? e te ver num pequeno, teu filho, e ver ali teu pai também, como é? vinícius que recusou lobo antunes pelo peso que eu sei que é imponente e me devolveu o cus de judas dizendo que não fazia lá seu estilo, prefere leituras mais práticas.
ah, a poesia. eu que já fui poeta, já fui casado, já fui veado, já fui cantor de cabaré (?). eu que somente escrevo porque somente o texto pode fazer sentido e sinto que somente a literatura pode fazer ruir a alma dum homem sadio. a poesia é a grande verdade dos fracos que ali se apóiam e ali se fazem – o que realmente gostariam e não podem ser.
mas onde eu queria chegar com tudo isso? ah sim. dizer que o texto é necessário. não faz o menor sentido, mas é necessário. a academia já morreu há tanto tempo, a literatura decompõe-se tão lentamente, sente o cheiro?, mas isso de ser gente continua, isso de se mostrar assim nu, assim homem mulher o que seja, isso não para. e se escrever é a masturbação de quem se sabe, ler seria afinal o quê? a continuidade sem sentido algum de coisa nenhuma? pois é.
no entanto (ah, no entanto, sempre um porém), escrever-se para si e se ler no outro é o que nos faz humanos, nos faz sabidos, nos faz o que tanto lamentamos ser mas de onde nunca fugimos.
conheci barone antes de mirisola, quase ao mesmo tempo em que sartre, camus, pra nizan vir tão depois e tantos outros. mas nenhum deles pessoalmente. melhor assim: nenhum de verdade.
então percebo: é necessário dar nó nessa corda, enfrentar o final de um texto escrito sem dúvida a contragosto. não sei lidar ainda com o tempo e com as marcas do tempo – dez anos – mas termino dizendo assim:
procurei em vinícius uma resposta, sempre procurei. e por que falo dele aqui? porque ele me responde. quanto a ti, meu amigo, tu és incapaz de fazê-lo e, tenho certeza, vem daí a glória deste palanque marginal: a interrogação necessária, um contínuo abrir de olhos, uma fraternidade fora dos eixos.
sem sentido como a poesia. esta que pra nada serve. esta que é reflexo da vida. e por isso mesmo, fundamental.
13 de out. de 2011
Poema duma quinta-feira chuvosa.
4 de out. de 2011
Poema só para ela
24 de ago. de 2011
Sobre isso de dez anos.
7 de ago. de 2011
Pra descrente ver.
6 de jul. de 2011
Férias desse Blog.
5 de jul. de 2011
Tango.
21 de mai. de 2011
Geni, aquela puta!
11 de abr. de 2011
Amnésia.
12 de fev. de 2011
Insanimadamente.
8 de jan. de 2011
Diálogos.
6 de jan. de 2011
Resgatado do Caderno Azul.
Por mais que diga
e repita,
dia após dia,
que esqueço
(escurece,
noite adentro,
madrugada)
: amanheço.
22 de dez. de 2010
Texto pré.
há uma só chance na vida, há uma só chance de saber que há uma só chance na vida, aprender é que é difícil, quando descobres desmoronas. eu nunca soube.
foram três ou quatorze pedidos para que eu não repetisse meus feitos de menino maldito, o porquê de eu ter insistido é um mistério, se ela não se tivesse ido eu nunca teria acreditado que um dia ela iria. mas foi. como eu saberia?
voltar a escrever sobre o mesmo. já usei todas as palavras que sabia, já fiz todas as misturas que podia, já dei tantas voltas sobre a mesma linha torta para dizer palavras que eu simplesmente - PARA DIZER PALAVRAS QUE EU NÃO CONSIGO EXPRESSAR!
eu não sei, eu nunca soube, como é que eu poderia saber?
sem menos nem mais, a gente se morre.
15 de dez. de 2010
Outros poemas do Caderno Azul.
O cigarro,
acendi na chama
do incenso.
(A metáfora cansativa
do sândalo, tu sabes).
Não sabes?
Te explico.
Quando restar um pouco
mais da minha vida
no teu tempo.
#11
E quantas vezes
mais
(quantas vezes)
esquecerei do quanto houve
em garrafa e meia
de gin?
E com quantos
homens,
quantos mais outros
e em quantas camas,
quantas casas,
em quantos corpos mais
buscarás o que
sabes em mim?
#12
Eu te vi!
(Mentira, não vi.
Nem sei mais como
é o teu rosto).
Não te vi,
não sei como podes
ser hoje.
Mentira!
Se desse pra esquecer
o teu gosto...
30 de nov. de 2010
Mais três poemas do Caderno Azul.
Mulher, onde foi que
se perdeu o sonho?
Cabe num disco de DVD
que fabricaram em massa
(Há legendas: sonha-se em
qualquer idioma)
Ou está nas esquinas sendo
vendido a 50 reais a grama?
Mulher, onde foi que me deixaste
de sonhar?
E quando é que voltarás a?
Avisa-me! que o tempo já demora.
#08
Amanhã não haverá
amanhã
porque hoje também
não era.
O teu pé atrás,
outro pé e é
um passo.
(apelas, rezas, pedes
toda noite):
não se volta,
é nunca mais.
Uma simples recordação:
abrias a porta e sorrias
o sorriso mais lindo!
Abrias a porta e sorrias
teu sorriso lindo de todos
os dias.
#09
Que houve com a poesia?
Ou melhor: onde foi que deixei
de viver os meus dias?
26 de nov. de 2010
Vamo que vamo.
21 de nov. de 2010
Mais que apontamentos sobre uma viagem a Buenos Aires, para dentro de mim mesmo.
¡Suerte, suerte! foram as últimas palavras inteligíveis que disse antes de deixar a cidade. As disse enquanto caminhava pela calle Bolívar, creio que à altura da Estados Unidos, a um homem que atravessara a rua – às cinco da manhã, escuro, rua deserta, ele se aparta de um outro, que o acompanhava e se quedara, nesse instante, estático e curioso do outro lado da rua – para me pedir fogo.
Certa vez ouvi que se fala bem um idioma estranho quando se faz um falante desse idioma rir. Fiz rir a Daniel, a Javi, a Osvaldo, a Matias e a pessoas que não recordo os nomes (mas cujas feições não me perdoarei por esquecer) e ri mais com eles. Os vinte e poucos anos de falava Fábio Jr. quando eu ainda não tinha nascido, de que falaram os Raimundos quando eu era ainda um guri de bosta, un pibe de mierda – os meus vinte e poucos anos eu estava a protagonizar naquele momento.
já ia avançado o dezembro naquele dois mil e hum já ia também naque le dois mil e vinte os dezembros se mpre têm disso: são somas de térm in...
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já ia avançado o dezembro naquele dois mil e hum já ia também naque le dois mil e vinte os dezembros se mpre têm disso: são somas de térm in...
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dos silêncios de elevador: bonita a roupa nova repa rei que a senhora anda a batida ouvi os gritos e aj udei chamando a polícia esse cachorr...
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eu tinha prometido parar com isso de falar do meu pai morto, de três ou quatro nomes de gente que nunca se viu e que parece que existem mesm...