o pai nunca deixou faltar
nada em casa, apenas o
pai: havia comida, luz,
telefone, água encanada
e o muro de arrimo para
deter o ribeirão, "mais de
mil sacos de cimento", ele
dizia quando ainda falava.
o homem por trás da casa
trabalhava à noite na fábri-
ca, de manhã na roça, e se
esvaía entre a cachaça e a
carroça. o pai nunca deixou
faltar nada, apenas o pai.
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já ia avançado o dezembro naquele dois mil e hum já ia também naque le dois mil e vinte os dezembros se mpre têm disso: são somas de térm in...
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eu tinha prometido parar com isso de falar do meu pai morto, de três ou quatro nomes de gente que nunca se viu e que parece que existem mesm...
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eu tinha quantos anos e quantas vezes vou escrever sobre isso, mas fazia sol e viriam as pessoas viriam, mas elas não vinham e havia bolo e ...
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