30 de jan de 2009

Poema que não foi.

Teus olhos, tuas sardas
teu falar tão tranquilo
(Mas sabe-se a ardência
da tua chama, Juliana).

Os amores vêm e vão
e quase nada tem-se
a ver com isso.
Mas te digo:
não despreza quem
te exclama, Juliana.

Mais do que dez minutos.
Dias inteiros, por que não?
Para saber-te alguém.
Para denominar-te.
Não importa se no Blues,
Se sentados na Lagoa.

[Não importa se na cama, Juliana]

3 comentários:

Marina Melz disse...

É, os amores vem a vão. Assim como Julianas.

Rodrigo Oliveira disse...

Belo poema. Tocante e com um ótimo ritmo. E no fundo, tudo é ritmo, não? E a dança foge do salão...

DDA Silveira disse...

Que belo!!!

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