8 de jul de 2009

Três poemas de despedida.

LAMPEJO #18

De dia de sol
e das coisas da vida
eu sempre disse que
nada soube.
(Também pudera:
quanto mais ali
havia que não se
esclarecia em palavras,
somente no exercício
dos dias).


LAMPEJO #19

Vê-la ir embora
(outra, não ela,
tão parecidas!)
com um fio
de lágrima nos
olhos, com esboço
de sorriso no rosto...
Vê-la ir embora
(outra, não ela)
é sentir o doce gosto
de ontem,
o perfume dourado
do agora.


LAMPEJO #20

Maria,
eu simplesmente te
diria que a vida é
isso e tá aí pra
ser vivida.

[não fossem, claro,
a saudade e a agonia
dois pratos tão baratos]

Maria, então eu
te digo:
é isso!
Vida não vale
a pena se não tiver
sacrifício.

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