31 de ago de 2015

hoje não há espaço
para poesia -
não seria possível
fugir do clichê e rimar
amor com dor
e azia.

não há espaço
para nada
que não caiba
no hoje
- neste hoje,
neste dia.

qualquer poema
soaria estranho
: pisada em falso
e me emaranho
nas cores tortas
da fotografia
deste dia.

Nenhum comentário:

um inventário com todos os mortos inclusive aquele jovem velado pelo pai de barba muito branca na sala de casa eu disse a carminha: morreu o...