19 de nov de 2016

Meu carinho pelos exilados
despatriados
fugitivos
refugiados
que recorrem à terra natal
para explicar sóis poentes
para cantar à maneira deles
os ancestrais

Daqui de onde falo
não há linha imaginária
ou fronteira
só saudade de casa

Mas aquela casa
naqueles anos
que nem a memória
ou as fotografias

que nem as receitas
as lembranças
e a poeira nos móveis
poderão refazer algum dia.

O país sou eu
sem linhas aduanas
e fronteiras

e os exilados
queria todos aqui
para soluçarmos de rir
enquanto o domingo avança.

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