6 de fev de 2017

certeza, certeza mesmo
não tinha - nem queria.
segundo ele, a vida era
melhor se vivida no susto,

no espanto, os olhos
arregalados de medo
diante do óbvio e do
trivial todas as manhãs.

"assim a gente não cansa
de viver tudo e de novo
todos os dias.

porque viver é acostumar-se
às repetições mais frias",
disse. e já não sorria.

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como um menino que sonha com pilhas - substantivo que mal cabe no poema - amarelas e que soltam faíscas que acendam as luzes as engrenagens ...