18 de ago de 2010

Três poemas noturnos.

LAMPEJO #35

Que os poemas não
lidos frutifiquem
e tornem-se grito
ensurdecedor
nas bocas dos teus ouvidos.


LAMPEJO #34

Evitaremos o que
nos distrai
e destrói
por simplesmente
fingir que a vida
não dói?

Jamais! Jamais!

Antes, provocar as feras,
insistir nas trevas
e como, quem não quer nada,
pedir mais.


LAMPEJO #33

A ancestralidade
biblicamente nos diz:
Acordai! Acordai!
E nós, ancestralmente
crentes, acordamos.
Mas Ai!

2 comentários:

Rodrigo Oliveira disse...

Ando mto parado ultimamente. Os textos me vencendo e pouco tenho escrito. Mas é bom ver que por aqui as coisas voltam a (re)lampejar. Em especial, o #32, o #33 e o #35.

Belíssimos!

Boa fase.

Labes disse...

Sempre orgulhoso e agradecido por tuas leituras, Rodrigo. Obrigado.

um inventário com todos os mortos inclusive aquele jovem velado pelo pai de barba muito branca na sala de casa eu disse a carminha: morreu o...