5 de mai de 2016

eu queria mesmo era escrever um poema tranquilo, de horas a fio, que dissesse o que tem a dizer para quem quer que seja. eu queria escrever um poema sutil sobre a vida e a morte, sobre a gente, sobre aqueles anos todos que não sabemos em que tempo foi. eu queria escrever um poema de choro e soluço, de esperança, hoje tem sol de novo, o frio ainda não chegou. eu queria escrever um poema sincero sobre a gente. eu queria escrever um poema sobre a saudade. eu queria escrever um poema sobre a pressa. sobre o medo. eu queria escrever um poema desatento sobre toda nossa desatenção.

mas hoje não dá tempo. hoje não dá.

Nenhum comentário:

um inventário com todos os mortos inclusive aquele jovem velado pelo pai de barba muito branca na sala de casa eu disse a carminha: morreu o...