3 de nov. de 2014

[Chovam todos os temores
duradouros, passageiros.
O destino é um caminho
da sarjeta até o bueiro.]

22 de set. de 2014

Terá sempre um delicioso
gosto esquisito
em cada dobra do teu sorriso
quando te rires de que vês em mim.

Estou aqui e não é pra
te falar de antes.

Porque ontem é um
lugar esquisito, perdido
por entre os livros que
não se acabaram de ler.

É evitando o amanhecer que
se impede o dia que rasteja?

Não carregarei tuas malas,
nem tampouco descerei escadas;

já não saberemos mais
por onde andamos.

Porque planos se fazem
somente enquanto se almeja
que o amanhã que tanto se deseja
chegue somente depois de amanhã.

16 de set. de 2014

Podes te esquecer todas as noites
que no fim há de ventar.

Todo o zêlo com que
empurraste as folhas
prum lugar onde não
sujem as pedras do teu
quintal,
terá sido tudo em vão.

Madrugada de ciclone
e maus agouros,
diz o mapa.

O satélite que orbita
agora em ti
está feliz:

foi-se o tempo de
vagar na escuridão.

30 de jul. de 2014

no mesmo sentido
em que
pele
unha
pêlos
contém a mesma
composição, mas em
sentidos diferentes,

assim o
riso, o
grito, o
rosnar até
mostrar os dentes.

pra que não se confunda com feriado
uma vida inteira vivida
como se fosse sábado.

26 de jun. de 2014

Outono
e o sol bate de lado
- Leva casaco!,
nunca se sabe do
anoitecer.

Outono
de sonho acordado,
(vento,que é brisa,
morno ou gelado).

Outono:
nunca, mais simples
do que poderia,
voltará um dia
a ser.

9 de abr. de 2014

?!

Todas as palavras guardadas
decantaram
e formaram uma crosta
no fundo de meu
aquário.

As palavras não ditas,
mesmo intranqüilas,
sedimentaram.

E eu, que guardava
cada palavra
bem no fundo do armário,

não pude escutar os
segredos que as palavras
me falavam.

+/-

era tão cheia de 9 horas
que nunca chegaria
a 10

e eu
de tantas 9 horas
dela
não era difícil
não ter
cruzeiro
não era difícil
não ter
cruzado
não era difícil
não ter
trocado
as mãos
pelos pés

25 de mar. de 2014

Calmaria

Haverá outra vez sol
depois de tanta tempestade?

Depois de tanto senão
e talvez,
quem sabe a vida se
ajeite numa curva
e se encontre afinal cura
pra tudo que se desfez.

Seja ontem, anteontem:
- Faz uns anos?
- Faz um mês!

13 de mar. de 2014

Balança

O peso das coisas simples
que não têm exatamente
preço

O peso das coisas simples
que não cabem exatamente
aqui

O peso das coisas simples
e a saudade exatamente
dela

O peso das coisas simples
que pesa inteiro sobre
mim

5 de mar. de 2014

Bloco do eu-contigo

Que se unam os corpos
em torno do comum antigo
que não tem exatamente nome
não se sabe exatamente onde.

Que se unam, corpos e vozes
e cantem alegremente, e forte,
canções com autoria e gosto
que nos brilham do coração ao rosto
e que sejamos, somente sejamos.

Onde estamos?

Para fora! Dentro está preenchido.
Para cima e mais alto do que já se
tenha ido.

E adiante, sem pressa ou direção
- o caminho que se faz a esmo, mesmo! -
o caminho que se faz quando se escuta o coração.

Que se unam os corpos
em torno do comum antigo
e gritem a quem tiver ouvidos:
Estamos todos aqui!

Estamos todos aqui como
bem deveria ter sido:

entre mergulhos e girassóis,
cafés, cervejas, bemóis

Unidos.

18 de nov. de 2013

Poema pra limpar a bunda

Direto da prateleira do mercado,
marcado com o preço dos mais caros.
Alvo, perfumado e macio
(além de mascarado);
sobretudo despreocupado,
sobretudo vazio.
Mas quem disse? Serve para
limpar a pele e o plástico do
bacio.
Leve tanto quanto vadio.
Surdo, que não ouve meus reclames.
Mudo, por falar sem dar um pio.

Nada de poema umedecido
com cheiro de talco, de salto alto
e juvenil:

é necessário que diga a verdade
mesmo que a verdade se encontre
no fundo do rio.

é preciso o poema da urgência
das noites de tristeza e frio
(que sirva a quem quer que seja,
sem lugar e hora marcados,
sem norte ou algum outro lado)

que seja água para os afogados
espalhe merda pra todos os lados.

já não preciso do poema sutil
que sirva só pra limpar o meu rabo.

12 de nov. de 2013

Quase-cantiga

Os teus olhos não te
dizem das agruras
deste mundo.

Que loucura acreditar
no que a boca não te diz.

; se o faz, faz bem assim:

entredentes para não ter que dizer.

salivante pra fazer acreditar.

Mas quem, cego,
finge que consegue ver

E quem, cético, parece escutar

, solte o coração ao vento esperando
que ele mude
- o coração. Que o vento só tem mesmo
é que ventar.

29 de out. de 2013

Poema-dobradura

Te tenho em três, quatro
bairros
dessa cidade sem escrúpulos.

Ali, uma luz doce;
Aqui, uma insônia imperfeita.

Quantos passos em direção-onde.
Tantas horas! Tantas horas!

Em que passos te deleitas e que,
a esmo,
te encaminhas?

De que lado nasce o sol,
pequenina?

Se nascemos já todos tão cegos!
Se nascemos já todos sozinhos.

13 de out. de 2013

Entre parênteses e reticências.

sim, eu quero é descer novamente as escadas, cego, olhando para o chão e para ti, tu desces na frente, teus passos inseguros, eu piso onde. eu quero descer as escadas e deixar tuas malas novamente na calçada; tuas malas e os sonhos que num domingo, decerto era domingo, nos fizemos: quem não sabia que era mentira? eu acreditei. sim, eu quero saber dos teus parentes e dos teus ancestrais, até quem sabe o primeiro austrolopithecus, o primeiro dessa linhagem que veio acabar em ti, que veio pra acabar comigo.

é domingo e me descubro indescoberto entre dois discos tristes de duas pessoas felizes, tomara que o sejam: eu dormi e sonhei com uma manhã de domingo que leo fressato canta tão inocentemente - eu é que não me descubro em mentiras alheias, nasci pra crer no incerto.

claro que não pode ser assim, ela me diz, embora eu creia que é sempre assim que tem de ser: obtuso, convexo, irregular, parabólico.

caralho!

barone cantou meu quarto há mais de dez anos: as paredes eram livres. hoje sou mais livre do que as paredes daquele quarto, meu caro; trago em mim as tatuagens de cada verso, de cada canção, de cada fotografia, de cada nome de mulher que por mais que faça questão de esquecer, inscrevi nos meus ossos à mostra: fumo meus cigarros para evitar gritar aos quatro ventos: "EU QUERO QUE TODOS SE FODAM!".

não pegaria bem, não é?

eu quero novamente receber aquele telefonema esquisito em noite de domingo me dizendo que é para eu buscar minhas coisas, porque tudo se acabou sem querer, sem motivo, só acabou, compreende? com ou sem escadas, tanto faz. mas preciso, entende?

o amor é a gasolina pra essa minha vida de tomar querosene e olhar a luz do poste dar voltas em torno de mim.

qual amor, marcelo labes?

o amor morreu a cada degrau da escada, a cada palavra do telefonema de domingo, a cada quilômetro de distância na estrada e no tempo.

o amor nasceu morto e foi enterrado no quintal da casa de meus pais. o amor era um pássaro que encontramos morto, daniel e eu, e enterramos com honras fúnebres de crianças tristes - que éramos. depois enterrei daniel com as honras de quem não poderia nunca mais não ser triste.

mas morre pra renascer. me dizem.

hoje é domingo e só. hoje é o dia da saudade. hoje era pra ter sido um dia de reencontro entre eu e mim mesmo. onde andaremos?

para onde vamos?

quem saberá de nós?, me pergunto.

e me pergunto esperando não haver resposta possível. ando cansado de me contra-argumentar.

de amar, suspeito, não me canso. amar e esperar as escadas. amar e esperar o telefonema de domingo. amar e esperar.

26 de set. de 2013

Pai?

Para Dover, Edward e seus pais.
Para Alfredo Labes.

porra, pai! que isso de estar vivo quando te procuro, te procuro e o que encontro sou eu mesmo daqui a, quantos?, trinta e poucos anos? mas sem filho, mas sem um eu ali, comigo (contigo), pra me olhar e me dizer em pensamento tudo quanto quisesse, os olhos lacrimosos, a boca que não fala, pai.

eu tenho um livro, eu tenho canções que sei que conheces. e eu tenho tua certidão de batismo guardada numa caixa, lá está um alfredo bebê, mas não consigo imaginar um bebê nos anos cinqüenta, me desculpa, então te vejo como sempre te vi, mas em miniatura, no colo da vó e do vô, nem eles diferentes, eles também velhos, e uma pia batismal de madeira, como devia ser naquele tempo. como era?

o que terá havido entre o andar de bicicleta na estrada de chão e as centenas de pílulas e drágeas e consultas em quantos médicos, tudo vai ficar bem. são eles que tão dizendo.

minha vergonha de ti é a que sinto de mim mesmo, acho. isso de ser assim, tão a gente, tão silêncio. eu quero teu carinho, mas digo que quero idéias. e que idéias eu posso querer de quem passou tanto tempo na frente dum tear pra nos trazer comida, pai? mas a arrogância me morde e eu recuo e me escondo dentro dum eu que sei que não entendes, mas respeitas. teu olhar de cumplicidade quando, bêbado, chorei falando que sentia saudade.

sinto saudade.

e como a gente preenche os vazios com coisas boas, crio histórias: quem éramos e quem nunca fomos, onde íamos e nunca chegamos. nossos planos, pai. nossos sonhos. nossos quê? tu tão tu, eu contigo, eu tão eu e tão comigo. amizade é outra coisa, parece.

nos despedimos já quantas vezes, quantos retornos e calmarias. tu me pedes o que não te posso. eu te imploro que me acarinhes. sem palavras nem gestos, claro, que é assim que foste criado e te compreendo, acho.

mas pai, vê que te chorei mais de vez. nos bebi já em dobro. meu cigarro é o teu cigarro. meu cheiro é também o teu.

e quando vejo as distâncias somadas, como faço pra não te querer?

fui sempre adotado, claro, essa cara de coitado órfão que a natureza e a insônia me emprestaram. e vejo que não teria sequer palavra pra te dizer adeus como fizeram os que amo, faz pouco. não te chorei na despedida de ervino, não te pensei na passagem de norberto. quero que dover e edo me expliquem, pai, quero que me expliquem como e onde dói essa dor do não-ter-mais.

será que tem cura?

mas a gente ainda é. a gente, quem sabe, já foi. a gente e toda a nossa vida.

e eu te diria essas palavras se te deixasses me ouvir. diria, sim.

mas por ora calo em luto por quem já cruzou o inevitável. e pelos que ficaram. e por ti. e por mim.






3 de set. de 2013

Tio João

tio joão é um mito que habita aqui dentro da cachola desde a mais tenra idade. tinha medo de mirar aquele homem baixo, de barriga grande, cabelos pretos e olhar triste. porque a tristeza de tio joão, fui entender, era a tristeza do brasileiro desassistido que se virava como podia. virou-se como bem pôde o tio joão. como podia.

que será que sentia? que será que sonhava?

tio joão que morava no último sítio da última estrada do fim do mundo. eu lembro: minha mãe chorava porque fora ali, naquele sítio, o casebre de chão batido, o pai morto depois do almoço.

não me sabia, nem eu a ele: dois estranhos. quem sabe, o mesmo olhar triste. o dele, pela farinha pouca. nunca pensou em que roupa. tio joão e a pinga pra fazer rir, o palheiro que deixou e disse: não fumo mais. meu olhar triste de quê, tio?

talvez a visita de agora-faz-pouco: sem sítio, sem cavalo, sem carroça. deitado na cama humilde do três cômodos beira-chão.

(a poesia duma vida que a gente vê no teto sem forro, as telhas aparecendo, um sorriso lacrimoso que chorou quando nos viu)

beijei o velho de cabelos pretos - ainda pretos -, como se fosse meu pai. e talvez fosse. joão tavares, filho de joão tavares, o que morreu depois do almoço.

este, suspirou num hospital. teve mais chance. teve mais tempo. morreu com os cabelos pretos do outro.

aquele joão tinha guardadas em cima da casa as tábuas pro seu caixão. e este joão, como será enterrado?

a mesma igreja na colina, o mesmo vento de litoral. o cemitério onde joão-de-depois-do-almoço nunca mais foi encontrado.

carminha decerto chegará perto e dirá: "adeus, mano. que encontres todos os outros lá em cima". e eu chego a acreditar no lá em cima pela fé com que terão sido ditas estas palavras.

acontece que a gente vive exatamente pra morrer um dia. e esse choro guardado não tanto pelo tio joão, que morreu velho e cansado: mas por nós, que vemos a vida ir embora. nós que amamos e temos lembranças.

- lembranças que me visitam todas agora.

24 de ago. de 2013

Curriculum Vitae

ou "Entenda um pouco do meu foda-se"

Para Andréia Peres

CURRICULUM VITAE

não me defino para muito além dum menino mimado que viu pai e mãe enlouquecerem desde os primeiros dias de - minha - vida. sofro da síndrome de menino pobre, moleque de rua com as unhas sujas, graxa da bicicleta. era feliz lá. não fui feliz na transição. sempre ingênuo, sempre o último a ser escolhido para o futebol.

chorei por ionara em hum mil novescentos e noventa e cinco: me trocou por outro moleque da escola. chorei um choro que somente seria superado depois da leitura de meu pé de laranja lima, de vasconcellos: era eu aquele mesmo menino pobre de família louca. o portuga nunca existira. chorei na descoberta disso. desde então, as lágrimas - que viriam ser substituídas por cocaína e estaria tudo certo. demorei a reaprender a chorar. de cheirar, como andar de bicicleta, nunca me esqueci.

sofro de saudade e ansiedade, uma gera a outra de maneira indeterminada. se revesam. parei de imaginar o rio grande do sul faz pouco tempo. até então, queria voltar pro internato, acordar na cama de cima do beliche que mobiliava o quarto número dez, à esquerda do corredor, primeiro piso. outro dia, depois de anos, falei com schulapa, de nome anderson petry. mora em minas gerais, tem um filho, é divorciado, trabalha com sei lá o quê e entendi que a euforia de conversarmos era somente minha. não me ofendi: minha saudade é sempre maior, eu digo. sou eu quem sofro e sofro pelo dois, eu penso. tanto faz, então.

descobri que o que tenho nos dedos chama-se baqueteamento digital. sinto vergonha das minhas mãos quando olham para elas. por isso estão sempre em movimento, nos bolsos, correndo o atrás, escondendo-se atrás dos meus cigarros. pensava tratar-se de sequela daquele tratamento para crescer a base de hormônio na urina de mulheres grávidas, dezoito injeções, três vezes por semana, se faltasse um dia, já era. o calendário contava hum mil novescentos e noventa e seis.

comecei a escrever um ano antes. lembro do meu primeiro poema, que chamo de juvenília, que significa exatamente primeiro poema dum poeta. sou bom com as palavras por me achar pequeno, como as pessoas pequenas, as mulheres pequenas que são irritantes e a gente vê que se impõem pelo tamanho pouco. eu, gente pouca, homem pouco, pouco peso, poucos pêlos, pouco tudo, tinha que achar forma de ser encontrado: escrevia. sempre deu certo.

arrogante de carteirinha, falo pelas costas, ameaço, mas olho pro lado se me encaram. também as mulheres. covarde. busco no álcool o conforto que sentia meu pai quando dirigia bêbado comigo na carona. quase apanhou, o velho. acho que esqueceu meu nome. acho que esqueceu o próprio nome. meu pai me dói mais que o frio de joquim, de ramil. e a dor é realmente verdadeira no mais ilustre filho de satolep.

leio para escapar do mundo e escrevo para escapar pro mundo o que transborda. me creio o melhor poeta do estado e talvez do sul do país. o melhor vivo, pelo menos. sei que devia escrever prosa, mas não tenho idéias contínuas a ponto de. nem as neuroses continuam. sempre se emendam, remendam, refazem.

sinto saudade de lígia e de vinícius, embora reconheça que são menos irmãos do que foram. devo mil reais para lígia que nunca vou pagar. vinícius me deve dez reais há pelo menos dezoito anos e diz que quem deve sou eu. rimos disso. lígia só lembra da grana que devo porque anotou em algum lugar importante: perdeu a memória quando lhe operaram a cabeça. não sabe nunca que mês é, que ano é. mas vomita aquela grana em cima de mim sempre que pode.

sou filho de mãe perversa e pai alcoólatra: matava formigas no quintal com plástico derretido.

perdi meu primeiro amigo de infância pra uma infecção desconhecida. perdi vários outros amigos pras suas esposas e seus filhos. estou em idade de esposa e filhos embora ainda não saiba direito quem sou nem o que são isso, esposa e filhos.

me perdi na adolescência, suponho, conservado em álcool e sonhos.

não tenho preferência entre sartre e camus, nem entre saramago e lobo antunes. depende do interlocutor, claro.

se eu fosse menina, me chamaria stephany.

achei que era gay até o momento em que descobri que não era. hoje me divirto com o dúbio, só.

acho a poesia chatíssima. sobretudo a dos outros. gosto de ler o que ninguém lê pra arrotar autores na cara das pessoas.

café com leite sem açúcar.

amendoim japonês com pepsi twist.

não passo um mês sem ficar duro de grana.

gosto de todo tipo de música que soe bela de alguma maneira.

prefiro falar de mim porque acho que me conheço, mas sempre me conheço um pouco falando de mim: não acaba nunca isso de conhecer-se, afinal.

ouço engenheiros, legião, biquini e todo tipo de merda oitentista porque cresci por lá; foram meus momentos mais felizes.

amo ainda cada uma de minhas namoradas como no dia em que descobri que amava cada uma delas. mas escondo isso de todo mundo. por segurança.

quando bate a melancolia, olho pela janela - como agora - e penso que a vida não presta.

melhor não ter nascido, penso.

tentei morrer várias vezes. de overdose.

tentei morrer de bicicleta, faz pouco.

vou morrer de câncer, decerto.

não sei mais o que escrever.

tenho medo do quanto te falo. porque esqueço do que escrevo. porque as pessoas não esquecem do que escrevo. porque me esqueço que as pessoas não esquecem.

falo demais.

e paro de falar assim. troco conversas por suspiros numa boa. e te deixo sozinha, assim.

um beijo.






10 de dez. de 2012

Um outro espaço.

Talvez porque este espaço me fizesse cansado, talvez porque era hora de juntar algumas palavras, resolvi migrar por um tempo para um espaço. Lá se encontram poemas escritos nos últimos anos, desde a publicação de Falações, em 2008.

O que está lá, está também aqui, embora sem unidade. No entanto, me pareceu facilitar a leitura unindo-os em grupos - nunca temáticos nem temporais, obviamente.

E há ainda as fotos que venho tirando, as coisas que venho fazendo.

Certamente que volto para cá. Apesar de não parecer, há sempre algo por ser escrito.

Fica o convite para a visita:

MATEMATICALIGRAFICAMENTIRA!

Um abraço meu.

Marcelo Labes

já ia avançado o dezembro naquele dois mil e hum já ia também naque le dois mil e vinte os dezembros se mpre têm disso: são somas de térm in...